Batista

BATISTA : PENSEI QUE TIVESSE CHEGADO MEU DIA DE MORRER

A primeira grande vitória de minha carreira, envolveu um susto inesquecível!

Remo e Uberlândia eram os finalistas da Copa CBF de 1984 e o jogo era em Belém, favorecendo o time do Remo, incentivado por sua torcida. Mas o Uberlândia venceu.

A torcida inconformada com o resultado e com a atuação do juiz, invadiu o campo. Quem ficou na arquibancada viu outro tipo de jogo em campo: Uberlândia e juiz, versus a galera enfurecida e o Remo, com a polícia e os cachorros correndo para todos os lados. Socos, pontapés, rasteiras, pauladas, palavrões e mordidas, substituíram a bola e os dribles.

No meio da confusão, um torcedor caiu morto e alguém gritou: - Foi um jogador do Uberlândia que matou o cara!

De repente, a turma toda se voltou contra o nosso time que saiu correndo pra dentro do vestiário; fechamos a porta e todos nos escoramos atrás dela, enquanto a galera gritava: "Pega! Lincha! Mata! Pensei que tivesse chegado meu dia de morrer.

Ah! Se eu escutasse o que minha mãe dizia...

Dona América, sua mãe, queria que ele fosse médico. Batista, seguiu seus conselhos até concluir o 2º grau, quando fez um teste no Uberlândia F.C. e foi aprovado e contratado. Para conciliar o futebol com os estudos ele trocou a Medicina pela Educação Física e foi até o fim do curso.

Agora, além do diploma ele tinha em suas mãos o título de campeão brasileiro da Taça CBF. Mas não tinha certeza se sairia vivo daquele vestiário, pois a galera já estava quase arrombando a porta para linchar o time todo.

Felizmente o reforço chegou e a polícia conseguiu livrar-nos da multidão, mas em compensação levou o time inteiro em cana. Só saímos de lá no dia seguinte, quando a autópsia revelou que o homem morrera de aneurisma e não da pancadaria.

 

Fica esperto , Batista!

Como todo jogador, eu tinha grandes sonhos: jogar num time grande, ganhar muita grana, ser famoso e gozar de todos os prazeres desta vida.

Minha vida religiosa era bastante ativa. Procurava ir à igreja quase todos os dias da semana, e sempre que lá estava, dizia para mim mesmo: a partir de hoje serei um cara bonzinho. Mas logo que terminava a missa, virava a esquina e começava a fazer as mesmas coisas erradas de sempre.

Eu era muito supersticioso. Pra espantar o mau olhado e a inveja, não dispensava o raminho de arruda. Havia dentro de mim uma inquietação e um vazio que deixou-me muito triste, por isso procurava intensificar as atividades na igreja para preencher este vazio. Mas nada mudava na minha vida.

Um dia, quando menos esperava, o sonho começou a virar realidade: fui contratado pelo Atlético Mineiro. Agora sim, num time grande a minha vida irá mudar, afinal poderei ter tudo aquilo que sempre sonhei – foi o que pensei.

Mas logo de cara tive uma contusão séria e fiquei parado um tempão. O pior é que o pessoal do clube entrou numa de achar que eu não tinha nada e estava pipocando. Minha decepção com o sonho do clube grande foi enorme e pra piorar eu não conhecia ninguém em Belo Horizonte. Fui ficando triste e passei a pensar muito na minha vida. Era como se eu estivesse diante de uma fonte seca. Mesmo no clube grande eu continuava sedento e com aquele incômodo sentimento de vazio dentro de mim.

Foi aí que comecei a freqüentar as reuniões de Atletas de Cristo. Quatro meses depois, entendi que Cristo morreu em meu lugar naquela cruz, me livrando da morte eterna que é uma encrenca muito maior do que aquela do jogo contra o Remo.

A partir de então, os meus valores começaram a mudar. Conheci irmãos maravilhosos que me ajudaram na nova vida com Cristo e comecei a freqüentar uma igreja, onde tive a oportunidade de aprender mais sobre a Bíblia.

Foi com a ajuda de Deus que consegui enfrentar aquela fase difícil e buscar com paciência e coragem uma virada em minha carreira.

Batista voltou a campo e nunca mais saiu do time titular do Atlético, sagrando-se campeão mineiro em 1985, 1986, 1988 e 1989. Por suas atuações seguras na zaga e seus gols antológicos acabou sendo convocado para a Seleção Brasileira que excursionou pela Europa e Israel, em agosto de 1987 e nos amistosos de fim de ano contra o Chile em Uberlândia, e Alemanha, em Brasília. Disputou o Torneio do Bicentenário da Austrália e foi medalha de prata nas Olimpíadas de Seul e até marcou um gol com a camisa da Seleção.

"Fica esperto com o João Leite que ele vai querer te converter", advertiu-me um dos colegas do Uberlândia, antes de eu ir para o Atlético Mineiro.

- Ele não me pega, foi minha resposta.

Escapar das mãos do João – o goleiro de Deus – era coisa difícil pros chutes adversários, não pra mim. Mas o que eu não sabia é que quem queria mesmo me pegar era Deus!

E Ele também está querendo te pegar.

Fique esperto.

Se você quiser saber quanto Deus se importa com você e o que Ele é capaz de fazer para vê-lo jogando no Seu time

Leia: Lucas 15: 1 a 10

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