A carreira

Com 7 anos de vôlei de quadra sem patrocínio, nem perspectivas em pleno Nordeste, um dia, lá pelo ano de 87, Roberto Lopes e Franco decidiram partir para uma nova modalidade: o vôlei de praia. No começo, sem compromisso nem qualquer responsabilidade. Em 89 aconteceu o Brasilit Cup, envolvendo equipes do Norte e Nordeste do país. O torneio dava uma vaga para o mundial de 90. Lá foram eles e emplacaram o 3º lugar. Desde aquela época, o esporte tornou-se mais sério em suas vidas... intercalado com as baladas comuns e da pesada.

Roberto e Franco foram para as Olimpíadas de Atlanta como favoritos. Voltaram para casa ocupando o 9º lugar no ranking. Batalharam e em outubro de 96 já haviam traçado o Campeonato Brasileiro e o Mundial.

Neste Papo de Craque o Roberto Lopes fala de sua carreira, de seu encontro com Cristo e de sua vida depois dele. Confira cada lance!

Vôlei de praia

O clima na praia é de vale tudo: muita rixa e disputa na areia. Fora dali, nada disso acontece. Existe amizade mas testemunhar é muito difícil. É um pessoal muito interessado em vitórias e dinheiro.

Para ser bom

Treinamos umas 6 horas diárias. A preparação envolve parte física, técnica (fundamentos do vôlei de praia) e musculação.

Jesus e a dor

Religião para mim sempre foi uma coisa familiar. Eu era católico. Mas Jesus era um estranho. Não conhecia a presença d'Ele. Conheci-O durante a doença de minha mãe. Eu participava das reuniões de oração que aconteciam, mas não me envolvia. Um dia fui deixar um irmão em casa e, no caminho perguntei como se fazia para aceitar Jesus. Entreguei minha vida a Jesus naquela carona mesmo.

Minha mãe morreu, mas fiquei tranqüilo. Pensava: ainda bem que aceitei Jesus. Não senti desespero porque sabia que ela estava com Deus. Minha conversão foi pela dor. Muitas pessoas esperam a dor para aceitar Jesus.

Deus soltou corda

A princípio não fui para uma igreja. Fiquei sozinho. Não tinha força para testemunhar nem para mudar. Não sabia o que fazer. A 1ª vez que usei um boné de Atletas de Cristo ouvi um conselho de um amigo: sai dessa, cara! Passei 2 anos sem correção. Deus soltou a corda... Fiquei aquele tempo sem disciplina, sem discipulado. Faltava libertação. Ouvia vozes. Não procurava conhecer a verdade, não lia a Bíblia. Sempre que sentava para lê-la, aparecia um pensamento ou algo para fazer que roubava minha atenção. Também não conseguia orar nem 2 minutos. Não conseguia orar por alguém. Eu era um alvo fácil para o Supertraíra.

Todos meus colegas já ouviram de Jesus

De 6 meses pra cá tenho ouvido a verdade. Tenho lido a Bíblia e livros cristãos. A verdade me liberta das mentiras de Satanás, do medo, do sentimento de fracasso. De coração liberto, fica mais fácil obedecer a Deus. A oração também tem sido importante. Tenho tido mudanças de dentro para fora. Tenho escolhido não fazer as coisas erradas que fazia... Dentro do vôlei, todos os colegas já ouviram de Jesus. Eles vêem a mudança na minha vida e até pedem conselhos. Tenho testemunhado através de boné, folhetos, mensagens. Nunca senti tanta alegria como agora. Estou sendo guiado por Deus.

Libertação no Congresso 96

Cheguei meio desconfiado. Sentia vergonha de louvar. Achava que todo mundo me olhava. O Supertraíra me intimidava. Eu estava numa espécie de prisão que me fechava e me levava para o fundo. Aí pintou aquele versículo na minha mente: resisti ao diabo e ele fugirá de vós... Venci. Não importa se canto bem, se tenho ou não uma boa voz. Canto pra Deus. Eu O Louvo... Isso foi libertação!

O futuro

Sei que Deus está preparando algo especial. Se o Senhor é o meu pastor, nada me faltará. Meu futuro é a conversão de toda minha família. Oro por meus filhos gêmeos de 2 anos, pela faculdade deles, por suas futuras namoradas, pelas amizades que eles vão ter... Uma coisa eu sei: o reino de Deus me dá muito mais que o reino do mundo. Chegar lá sabendo que Deus abriu as portas é muito melhor do que conseguir todas as coisas na vida lutando sozinho.

O pedido de oração

Que a vontade de Deus se cumpra na minha vida.

O recado

Mesmo que eu passe por dificuldades, pela morte até, terei a Quem recorrer. Deus estará ali comigo. Penso naquele versículo: ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque Tu estás comigo: a Tua vara e o Teu cajado me consolam (Salmo 23:4).

Entrevista concedida a

Christina Domene

Olho: A primeira vez que usei o boné de Atletas de Cristo, um amigo meu me aconselhou: sai dessa que é fria, cara!

Se quer saber mais sobre Jesus e o que ele pode fazer por você, clique no botão à esquerda de sua tela e mude sua vida.